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Expedição pelo Paracatu: dourado, coloração marrom do rio e barragem gigante 

Por Redação , 15/05/2019 às 09:34
atualizado em: 15/05/2019 às 12:54

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Após percorrer mais de 160 quilômetros no primeiro dia de expedição, a Itatiaia seguiu a rota pelo rio Paracatu rumo ao São Francisco e a navegação foi marcada por uma presença inusitada: um peixe dourado, de 4,5 KG, pulou em um dos barcos da equipe. “Eu tentei segurar ele com o pé, mas pelo tamanho dos dentes, se ele me desse uma bocada, acho que eu teria que amputar minha perna”, conta Leonardo Ramos, da comunicação da Bacia do Rio São Francisco. Confira abaixo os bastidores do segundo dia da expedição.

Clique aqui e ouça a matéria completa com a repórter Edilene Lopes

Leia também: Demanda por água maior do que o disponível: Itatiaia acompanha expedição no rio Paracatu

Ao tratar das características do rio, na região Ribeirão entre Ribeiros, de acordo com pescadores, é onde se concentra o maior número de peixes. Nesse ponto, o afluente do Paracatu chegou a secar, no início dos anos 2000. O ribeirão, no entanto, se recuperou. 

Ao olhar para água do rio chama atenção a coloração. Marrom. De acordo com ambientalistas, ela está relacionada com o tipo de solo, a intensa retirada de água para agricultura e a mineração de areia, que tira o material do rio com dragas, que revolvem o fundo do leito.

Apesar de não ter exploração de minério de ferro na região, o Paracatu não está livre das barragens. Da empresa Kinross, a mina Morro do Ouro é considerada a maior do Brasil a céu aberto e conta com duas estruturas próximas ao rio: a Santo Antônio, com capacidade para 483 milhões de metros cúbicos, e a Eustáquio, com capacidade para 750 milhões de metros cúbicos (40 vezes maior do que a que rompeu em Brumadinho). 

“Essas são as maiores barragens que se tem notícia no Brasil e na América Latina e caso rompam é inimaginável o desastre que aconteceria. Seria total destruição do Paracatu e do São Francisco”, destaca Altino Rodrigues Neto, integrante da bacia do São Francisco. 

Mesmo distante, a tragédia em Brumadinho que atingiu o rio Paraopeba, outro afluente do São Francisco, deixou impactos na região. “A represa de Três Marias já foi impactada. Que não tenha sido impactado, diretamente, pela lama ou qualquer substância tóxica, mas houve impactos sociais e econômicos”, destaca. 

Confira os bastidores:

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