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Funcionários dos Correios decretam greve em todo o país contra possível privatização da empresa

Por Redação , 11/09/2019 às 15:31
atualizado em: 11/09/2019 às 16:04

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Funcionários dos Correios entraram nesta quarta-feira em greve por tempo indeterminado em todo o país. A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da empresa, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios afirma que 36 sindicatos da categoria no país aderiram à paralisação.

Em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram em frente à agência central da empresa, na avenida Afonso Pena, no Centro da capital mineira. Eles pretendem fazer uma assembleia na tarde desta quarta para decidir se a paralisação irá continuar nos próximos dias. 

De acordo com um dos membros do Conselho Fiscal do Sindicato em BH, Gilson Cunha, os novos modelos que estão sendo implementados já afetam o serviço da empresa, já que os entregadores não conseguem fazer entregas todos os dias, em todos os endereços. 

“A gente está em uma luta permanente, no sentido até de construir uma greve geral no país porque nós não concordamos com a privatização das empresas estatais e nem com a privatização dos Correios, uma das maiores empresas públicas desse país. É uma empresa que cumpre um papel muito importante, um papel social, e, se a gente deixar ser privatizada, a população vai pagar por isso, os trabalhadores [vão pagar]. O prejuízo vai ser maior ainda.”

Em nota, a empresa afirmou que os serviços de atendimento não estão sendo afetados pela paralização e que um Plano de Continuidade de Negócios foi colocado em prática para minimizar os impactos à população.

Segundo a estatal, um levantamento parcial realizado na manhã desta quarta “mostra que 82% o efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Em Minas Gerais, 93% dos empregados estão trabalhando normalmente”.

Eles afirmam ainda que a situação econômica da empresa foi apresentada aos funcionários e que desde julho estão executando “um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade” e que “um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal”. 

A empresa termina a nota pedindo a “compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.”

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