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Proprietária pede rapidez em investigação: 'A Backer quer respostas como todo mundo'

Por Redação, 13/02/2020 às 14:08
atualizado em: 13/02/2020 às 21:31

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Uma das sócias da cervejaria Backer, Paula Lebbos concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia no programa Chamada Geral desta quinta-feira, em que pediu rapidez na investigação de intoxicação por dietilenoglicol supostamente causada por bebidas produzidas pela empresa. “Está tudo muito demorado”, criticou.

“A Backer quer respostas como todo mundo quer. Que as autoridades, por favor, cheguem a essa conclusão o mais rápido possível, porque se for comprovado que a Backer foi causadora disso tudo, nem que eu venda a roupa do meu corpo eu vou fazer com que essas famílias sejam ressarcidas”, afirmou.

Assista à íntegra:

Ela voltou a ressaltar que a empresa não comprou dietilenogliol, substância encontrada em vários lotes de cervejas da fábrica. “Nunca. Eu nem conhecia esse dietilenoglicol. Sempre usamos o monoetilenoglicol. Como esse dietilenoglicol foi parar dentro da Backer é o que queremos saber”, disse. “A mídia está tratando isso como se a Backer fosse a culpada, e a gente ainda não tem a resposta.”

Paula relatou que soube do primeiro caso de contaminação após receber mensagens que viralizaram no Whatsapp. Em uma delas, uma pessoa dizia em áudio que estava com um parente internado após consumir a cerveja Belorizontina. A sócia declarou que foi ao hospital citado pelo usuário da rede social e confirmou a veracidade da história. “A partir daí, meu mundo caiu”, declarou.

Ela rebateu as acusações de que a fábrica não tem prestado apoio às famílias de pacientes. “Em um primeiro momento, colocamos pessoas que têm condição de atender a essas pessoas. No dia 3 de fevereiro a Backer procurou o Ministério Público porque temos dificuldades de chegar a essas pessoas. Tem um inquérito correndo.”

A empresária explica que, neste dia, uma juíza obrigou a cervejaria a, em 72h, receber 14 famílias de pacientes e a ressarcir as despesas como remédios, alimentação e exames médicos. “Foram 12 famílias, duas deixaram de ir. Algumas levaram todos os comprovantes e outras não. Atendemos tudo o que é possível.”

Segundo Lebbos, a Backer produz 5 milhões de litros de cerveja por mês e tinha 250 funcionários até dezembro do ano passado. Foram demitidos 52 e outros estão em férias coletivas. Segundo a empresária, a empresa cresceu 55% nos últimos dois anos.

Nessa quarta-feira (12), a Polícia Civil divulgou nota em que garantiu que as investigações estão bem adiantadas.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, são 31 casos notificados de intoxicação. Quatro casos foram confirmados e 27 são investigados. Seis pessoas morreram com suspeita de contaminação, sendo que um óbito foi confirmado pela ingestão da substância.

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