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Nas mãos dos estagiários

12/03/2020 às 07:16

Amigos, imaginem que a poderosa Lojas Americanas está para ser fechada, e o único jeito é demitir seus grandes cabeças e tentar se manter com os mínimos gastos. Para isso, sai o CEO, o COO e todas essas denominações de comando. Também saem as apostas da área de criação, os grandes responsáveis pela estratégia e os que davam visibilidade e contenção ao grupo. É hora de reconstrução. Mas como?

Todos os estagiários, de todos os setores, são efetivados. De repente, o garoto que iniciou a faculdade de marketing há seis meses e que têm experiência em jogos da internet vira o grande estrategista da marca. Ao lado de outros colegas na mesma situação que ele, terá de manter de pé uma das principais rede de lojas, física e de e-commerce, do país.

Os pedidos continuam a chegar, as contas também. Em paralelo, Carrefour, Magazine Luíza e Extra expandem seus negócios e investem ainda mais. É preciso saber lidar com os problemas internos sem que tenha tempo e parada de produção para isso. Também é necessário trabalhar com a pressão do mercado e aceitar que por ser uma grande marca sofrerá críticas e perderá apoios quando sua linha em rankings apontar para baixo, ao invés de elevar. É preciso até mudar de patamar e se equiparar a outros inferiores, a mirar menores.

Olhando para esse cenário, é fácil pensar até que não vai ter jeito. Mas eu acrescento que os estagiários estão muito empenhados. De início suas fragilidades são expostas, claro. Foram, de repente, de aprendizes a tomadores de decisões. Há funcionários que dependem deles agora e, pior, milhões de pessoas que desconhecem o cenário internamente acompanhando e torcendo por uma resolução rápida.
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Não tenho experiência com mercado, não sei vocês, mas peço agora uma pausa para uma reflexão.
Em quanto tempo vocês acham que esses garotos conseguiriam retomar o trabalho anterior? Sem atrasos nas entregas, sem produtos extraviados, sem prateleiras vazias, sem contas vencidas, sem perder investidores e apoiadores? Ou seja, sair do negativo e, ao menos, voltar à estaca zero para endireitar.

É como se o processo natural da vida de nascer, aprender, produzir e resultar fosse ceifado. Não dá tempo de aprender, não! Ainda crus, já vão para a produção e, paralelamente e não depois, com resultados instantâneos. I.M.P.O.S.S.Í.V.E.L!

As Lojas Americanas vão muito bem, obrigado. Não há crise! Se tivesse, tudo bem. Todos entenderiam. Assim é o mercado. Mas quando se trata de algo que nos envolve tão a fundo, como nossa empresa, ou, pior, nosso time de coração, irracionalizamos.  

É por isso, amigos, que o Cruzeiro não vai se resolver em apenas 60 dias. É por isso que o Maurício chorou após a classificação diante do Boa, pela Copa do Brasil. Foi porque ele acertou. Acertou em um momento que, apesar de não saber como proceder, ele não pode errar. Chorou porque a cada erro é uma crucificação. Tudo isso aos 18 anos. 

No ano de 2000, o que vocês faziam de suas vidas? Estavam casando? Na faculdade? Trabalhando? Estudando? Fazendo nada? Acredite: metade do time cruzeirense estava nascendo. Se tiverem paciência, fiquem e ajude o clube; se não tiverem, juntem-se aos que, na temporada passada, o destruíram. Eles se foram, e vocês: vão também ou ficarão e apoiarão os -literalmente- novos na reconstrução? 

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